domingo, 31 de outubro de 2010

Praia do Norte @ Nazaré vs. Jaws @ Hawai

Surf Portugal (12 Outubro 2010): "O surfista Garrett McNamara, de 42 anos, vai estar em Portugal durante o mês de Novembro. Na sua primeira viagem à Europa, Garrett vai dedicar-se à exploração das potencialidades das ondas da Nazaré, com especial atenção para as da Praia do Norte. (...)




"Estou muito entusiasmado com esta oportunidade e mal posso esperar por conhecer as pessoas e a cultura local. Ouvi dizer que a Nazaré tem uma gastronomia fantástica ligada ao mar, para não falar sequer numa onda como a de Jaws mas com fundo de areia," continuou McNamara, comparando a Praia do Norte com a mítica onda havaiana da ilha de Maui. "Adoro explorar ondas novas e acho que as da Praia do Norte vão oferecer grandes desafios. Falei com o Kelly Slater há poucos dias - ele está aí em Portugal, na etapa do World Tour - que me falou de como essa onda era pesada e que eu ia adorá-la. O que mais posso pedir?!," concluiu o havaiano"
- ler mais na Surf Report

Sobre a praia de Jaws @ Hawai

Sobre o "North Canyon Show" começa amanhã (1 de Novembro)!

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Mapa Etno-Musical de Portugal: o tocador de cântaro com abano e tocador de pinhas



Retirado do "Mapa Etno-Musical de Portugal" de Júlio Pereira, João Luís Oliva e Sara Nobre (2009)
"Na Nazaré, além do instrumental de tipo semelhante ao utilizado nas rusgas nortenhas, que acompanha danças e cantares do rancho folclórico, viam-se ainda a enriquecer esse conjunto um grupo de idiofones originais, constituídos por objectos de uso corrente, improvisados como instrumentos rítmicos, que os pescadores utilizavam quando à noite saíam da taberna, a cantar. Nomeadamente, o cântaro de barro, em cuja boca batiam com um abano e pinhas, que normalmente friccionavam uma contra a outra."

sábado, 11 de julho de 2009

Nazaré - a tradição (e vanguarda) do babywearing



No encantador blog "A Ervilha Cor de Rosa" de Rosa Pomar encontra-se uma bela foto de Jean Dieuzade (Nazaré, 1954), que ilustra os diferentes modos como as mulheres portuguesas carregavam as suas crianças antes da popularização dos carrinhos de bebé.

A nova tendência (ou será antes o regresso às origens) do babywearing dá a estas imagens um significado especial - afinal parece que a vanguarda do transporte de bebés está em recuperar as tradições, com as devidas adaptações aos tempos modernos.

Ainda neste blog, destaque para outras duas fotos da Nazaré sobre este tema do babywearing, de Bill Perlmutter (1958) e Denis Salgado (1941, revista Panorama n. 2, ano 1, ).

Nota pessoal sobre a foto da direita: meu avô transportou-me e aos meus irmãos deste modo (saudades...)

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Qual o mistério guardado pelo submarino alemão U-963 afundado no final da 2ª Guerra Mundial ao largo da Nazaré?

Na manhã de 20 de Maio de 1945 quem estivesse na Nazaré testemunharia uma cena digna de um filme de Hollywood. Ao largo da Nazaré afundava-se o submarino de combate alemão U-963, depois dos 47 membros da sua tripulação terem rumado à praia. Apenas 13 dias antes, a 7 de Maio a Alemanha rendera-se aos Aliados, colocando um ponto final na sua participação na Segunda Guerra Mundial (1).


Esta história circulava entre os nazarenos, envoltas numa névoa de mito: seria verdade que ao pé da pedra do Guilhim estava um submarino alemão? Até que em 1998, o jornalista da SIC, Aurélio Faria toma conhecimento da existência do submarino U-963 no local e decide investigar.

As histórias apresentadas no programa “Grande Reportagem” tinham sempre um fim: como o submarino não estava localizado, a reportagem ficou em suspenso até haver condições materiais para retomar a história. Entretanto, o Instituto Hidrográfico da Marinha com auxilio de um sonar de varrimento lateral detectara destroços no local, cujas as dimensões da sombra acústica correspondiam às de um submarino alemão como o U-Boat 963.

Os jornalistas da SIC Aurélio Faria e Jorge Ramalho avançam para a conclusão da reportagem no seguimento de um projecto desenvolvido pela Universidade Autónoma de Lisboa, em parceria com a Universidade de Connecticut, a Ocean Technology Foundation e o Instituto Hidrográfico da Marinha.

Assim, em Junho de 2004 realizou-se a missão de busca do U-Boat 963, na qual foram empregues meios invulgares em Portugal, como o mini-submarino Delta, com capacidade de recolher e analisar vestígios arqueológicos a 500 metros de profundidade. O arqueólogo Adolfo Silveira Martins, da Universidade Autónoma de Lisboa, foi um dos responsáveis por esta operação.

O U-Boat 963 foi localizado próximo do canhão submarino da Nazaré - zona de grande turbulência e com elevada suspensão de sedimentos. Estas condições aliadas à pouca visiblidade no local e aos detritos deixados pela actividade piscatória, acabariam por impossibilitar o contacto com o submarino.

O submarino U-963 tinha por missão largar minas no canal da Mancha, tendo partido da Noruega em Abril de 1945 com esta finalidade. No início de Maio, emergem no mar da Irlanda para descobrir que a Alemanha se rendera aos Aliados. No entanto, em vez de acatar as ordens de rendição a tripulação opta pela fuga e pelo auto-afundamento em Portugal, país que esteve à margem do conflito. O submarino iria demorar oito dias para fazer os 4.500 quilómetros até ao seu destino final (2).

O escritor nazareno José Soares narra que às seis da manhã três tripulantes do submarino vieram a terra num barco de borracha, para contactarem com as autoridades marítimas. Os tripulantes teriam informado que o vaso de guerra estaria com água aberta e pediram socorro para os marinheiros a bordo. Assim, a barca salva-vidas da capitania foi recolher a tripulação do U-963 (3). De acordo com o registo da capitania do porto da Nazaré, naquela manhã de domingo, o “submarino alemão U-963, afundou-se a cerca de 500 m a S/SW do farol da Nazaré a profundidade aproximada de 100 braças" (4).

Passados mais de sessenta anos desde o afundamento, o que está ainda por contar sobre o submarino alemão U-963? Qual o mistério guardado pelo submarino U-963?


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É livre a reprodução para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados.
Citar como: Quico, Célia (2008) “Qual o mistério guardado pelo submarino alemão U-963 afundado no final da 2ª Guerra Mundial ao largo da Nazaré?”. Disponível em <http://nazare-portugal.blogspot.com/2008/06/qual-o-mistrio-guardado-pelo-submarino.html > acedido em (data).
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Notas:
(1) Wikipedia “Segunda Guerra Mundial”. Disponível online (consultado a 2006-12-07):
http://pt.wikipedia.org/wiki/Segunda_Guerra_Mundial
(2) Faria, Aurélio (2005) “Submarino ao Fundo”, Revista “Visão” nº 628, 17 Março 2005.(3) Soares, José (1998) 100 anos de Naufrágios na Costa da Nazaré, Câmara Municipal da Nazaré, pag. 140-141.
(4) Faria, Aurélio (2005) “Submarino ao Fundo”, Revista “Visão” nº 628, 17 Março 2005.

Fontes e Bibliografia:
Soares, José (1998) 100 anos de Naufrágios na Costa da Nazaré, Câmara Municipal da Nazaré.
Faria, Aurélio (2005) “Submarino ao Fundo”, revista “Visão” nº 628, 17 Março 2005.
Faria, Aurélio (2004) “U-963 – Submarino ao fundo”, reportagem SIC/ Visão - programa de 25 Julho 2004.

Existe na Nazaré uma das últimas culturas comunitárias tradicionais na Europa?

Passear pelas ruas estreitas da velha Nazaré é uma das melhores formas de contactar directamente com aquela que será uma das últimas culturas comunitárias tradicionais na Europa. A vida comunitária característica das aldeias rurais europeias da Idade Média subsistiu na classe piscatória nazarena.


A vida comunitária característica das aldeias rurais europeias da Idade Média subsistiu na classe piscatória nazarena (1). Quem o afirmou foi o antropólogo norueguês Jan Brogger, do Instituto de Antropologia Social da Universidade de Trondheim na Noruega. O trabalho de campo decorreu durante toda a década de oitenta, do qual resultaria o livro Pre-Bureaucratic Europeans: A Study of a Portuguese Fishing Community, publicado em 1989 na Noruega e em 1992 nos Estados Unidos da América. A tradução portuguesa foi publicada em 1992, com o título Pescadores e Pés-calçados.

Em traços largos, as comunidades europeias na Idade Média caracterizam-se pela inexistência da divisão entre o público e o privado, por uma atitude permissiva em relação a comportamentos individuais, em particular em relação aos comportamentos sexuais e, ainda, pela crença no sobrenatural. A partir do século XVI assiste-se ao refinamento gradual de maneiras, linguagem e comportamento: a simplicidade rústica medieval dá lugar ao padrão da moderna burguesia urbana (2).

A importância da realidade do povo nazareno residia no facto de as suas instituições, comportamentos e crenças representarem uma fase de particular interesse no processo de transformação da existência humana. No caso da Nazaré trata-se de saber porque não foi afectada pela grande transformação, provocada pela ascensão do capitalismo e da civilização industrial. O domínio da mulher parece explicar porque a família nazarena resistiu à tendência geral de modernização, defende Jan Brogger. Na Nazaré as famílias são matrifocais, ou seja, são as mulheres os verdadeiros chefes de família: um fenómeno único em todo o Mediterrâneo, de acordo com o investigador (3).

No entanto, será que hoje em dia “o universo da comunidade piscatória da Nazaré é ainda um universo encantado”, como escreveu Jan Brogger? Passados quase cerca de vinte anos sobre a investigação, há alterações substanciais ao quadro descrito por Jan Brooger? Está em vias de extinção a cultura comunitária tradicional da Nazaré?

O ritual comunitário por excelência dos nazarenos é o Carnaval. O espírito de camaradagem faz do Carnaval a maior experiência do ano na Nazaré, algo só possível numa comunidade, de acordo com Jan Brogger (4). O Carnaval é antecipado pelos tradicionais festejos do dia de São Brás, a 3 de Fevereiro, uma romaria que reúne todos os anos centenas de pessoas no sopé do monte de São Bartolomeu ou de São Brás. As origens dos festejos perdem-se no tempo, mas quem por aqui passe a 3 de Fevereiro reconhece muitos dos elementos das festas dionisíacas: as fogueiras, as danças, o álcool, os símbolos fálicos, como nota a escritora Hélia Correia no prefácio ao livro do fotógrafo Valter Vinagre Monte Siano (5).

Actualmente, o Carnaval movimenta um número considerável de pessoas e de recursos: em 2006, organizaram-se cerca de 35 grupos carnavalescos, que totalizaram cerca de 3.000 pessoas a desfilar, isto numa localidade que tem pouco mais de 10.000 habitantes.

Os bailes são o palco por excelência da reunião da comunidade nazarena: pessoas de todas as idades e classes sociais se reencontram nas salas de baile do Casino e Mar-Alto na Nazaré, no Planalto no Sítio da Nazaré e da Pederneira. Com início por volta das dez horas da noite, os bailes terminam ao nascer do sol, à excepção do baile de quarta-feira de cinzas, em que se regressa a casa mais cedo. A regra nestes bailes de Carnaval é o caos: a multidão organiza-se de forma desorganizada e espontânea em rodas e cordões de gente. Animados por grupos musicais locais, nos bailes exibem-se ainda ranchos organizados para o efeito e as cegadas, representações teatrais que satirizam pessoas e acontecimentos, sobretudo de âmbito local, que até há cerca de trinta anos eram exclusivamente realizadas por homens.

As marchas Carnavalescas fazem parte dos elementos curiosos do Carnaval desta região. Todos os anos, autores e compositores locais criam novas marchas, que desempenham a função de emblema musical de determinado ano.Por ano, os autores locais criam cerca de 40 marchas originais, para as salas de baile, grupos e ranchos carnavalescos.Para muitos, o Carnaval ocupa um lugar central na revitalização da identidade cultural dos Nazarenos. Ainda que outras tradições se percam com o tempo – como é o caso das artes de pesca -, celebrações como o Carnaval e o São Brás mantêm vivos alguns dos traços da cultura comunitária tradicional da Nazaré.


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É livre a reprodução para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados.
Citar como: Quico, Célia (2008) “Existe na Nazaré uma das últimas culturas comunitárias tradicionais na Europa? ”. Disponível em <http://nazare-portugal.blogspot.com/2008/06/existe-na-nazar-uma-das-ltimas-culturas.html> 
acedido em (data).
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Notas:
(1) Brogger, Jan (1992) Pescadores e Pés-Calçados, Edição Livraria Susy, pag. 220.
(2) Brogger, Jan (1992) Pescadores e Pés-Calçados, Edição Livraria Susy, pag. 69.
(3) Brogger, Jan (1992) Pescadores e Pés-Calçados, Edição Livraria Susy, pag. 220.
(4) Vinagre, Valter (2004) Monte Siano, ed. Assírio & Alvim.


Fontes/ Bibliografia Científica:
Brogger, Jan (1992) Pescadores e Pés-Calçados, Edição Livraria Susy.
Brogger, Jan & Gilmore David D. (1997) “The Matrifocal Family in Iberia: Spain and Portugal Compared”, Ethnology, Volume 36, Issue: 1, University of Pittsburgh. Disponível online (consultado a 2006-06-13):
http://www.questia.com/PM.qst?a=o&d=5001513801
Trindade, José Maria & Penteado, Pedro (2001) “A Nazaré e os seus pescadores”, Revista Oceanos, nº47, Dezembro de 2001, Lisboa.
Vinagre, Valter e Correia, Hélia (2004) Monte Siano, ed. Assírio & Alvim.

Lagoa da Pederneira: como desapareceu um dos principais portos Portugueses do período áureo dos Descobrimentos?

A lagoa da Pederneira era um vasto mar interior, que se extendia até bem próximo de Alcobaça e de Alfeizerão. Daqui partiam e chegavam embarcações carregadas de sal, peixe, marisco, vinho, madeira.


A lagoa da Pederneira foi um braço de mar vasto que no seu apogeu, há cerca de 5000 anos, se estendia até bem próximo de Alcobaça e de Alfeizerão. Aqui se encontravam estaleiros de construção de embarcações de pesca na lagoa, na costa ou em alto-mar (1). Os pequenos portos de Cós, Cela, Valado dos Frades, Maiorga, Famalicão e Pederneira constituíam o complexo portuário da lagoa da Pederneira (2).

Como desapareceu então a lagoa da Pederneira? Para compreender este fenómeno é necessário recuar milhões de anos e observar como foi formada esta lagoa e as lagoas vizinhas de Óbidos e Alfeizerão:
- há cerca de 300 milhões de anos, o final de uma colisão entre continentes criou uma grande fractura, que se detecta desde Pombal, atravessa Leiria e as proximidades da Nazaré, dá origem às águas termais das Caldas da Rainha e alcança o mar em Santa Cruz; esta fractura, conhecida como falha das Caldas da Rainha ficaria adormecida.
- quando os antigos continentes se afastam novamente, criando o Atlântico, a tensão na crosta terrestre fez abrir a falha das Caldas da Rainha um pouco antes da América se separar da Ibéria; há cerca de 140-130 milhões de anos os materiais em fusão ascenderam até quase à superfície, dando origem aos montes de São Bartolomeu e do castelo de Leiria, entre outros menores na região.
- já perto da extinção dos dinossauros, há cerca de 70 a 60 milhões de anos, a Ibéria entra em colisão com a Europa e a África; há aproximadamente 10 milhões de anos decorreria o momento de maior intensidade do choque com a África, do qual resultaria um relevo mais recortado nesta região.

Uma vez definida esta grande estrutura, há cerca de 10 milhões de anos, os processos que actuam sobre a superfície do planeta e que causam a erosão dos materiais - a chuva, o vento, os rios – acabariam por varrer o núcleo da estrutura até criar um vale. Aproximadamente, desde há 700 mil anos até há 20 mil anos, o planeta passou por fases de glaciações intensas e de degelo: pelo menos por quatro vezes o nível do mar oscilou de forma muito significativa. Assim, seriam formadas a lagoa da Pederneira, a lagoa de Alfeizerão e a lagoa de Óbidos (3).

As lagoas tiveram a sua máxima expressão há cerca de cinco a sete mil anos, quando o nível do mar atingiu a situação actual. Desde então, com a estabilização do nível do mar, a tendência natural deste tipo de área circunscrita é que seja assoreada, ou seja, que vá enchendo com sedimentos provenientes das suas margens e de rios. As lagoas da Pederneira, Alfeizerão e Óbidos não foram excepção.

A povoação da Pederneira já existiria aquando da fundação do Mosteiro de Alcobaça, pelos monges de Cister, em finais do século XII, localizando-se a sueste da sua localização actual, na margem da lagoa de mesmo nome.

No entanto, a acção dos homens também teve o seu peso neste processo. A Reconquista e instalação dos monges de Cister em Alcobaça terá por consequência o aumento demográfico na região. Os monges de Cister seriam responsáveis pela introdução de novas técnicas agrícolas, que levariam à deflorestação de vastas áreas, aumentando a erosão despejada na lagoa, assim como a secagem artificial de zonas pantanosas. Por coincidência, nos séculos XII e XIII ocorre uma fase de clima mais quente, conhecida como “óptimo Climático Medieval”.

O século XIV é um periodo de crise: guerras internas e Ibéricas, grandes surtos de peste e arrefecimento climático. Já nos séculos XV e XVI assiste-se ao grande desenvolvimento impulsionado pelos Descobrimentos. A exploração de madeiras, a expansão da agricultura e crescimento demográfico conjugado com o arrefecimento climático – conhecido como “Pequena Idade do Gelo” – contribuiram também para o desaparecimento da lagoa da Pederneira (4). Da fervilhante actividade do complexo de portos deste mar interior pouco mais restaria do que fragmentos de mastros e argolas de amarração (5).

Assim, ainda que os factores naturais tenham tido impacto no progressivo assoreamento destas lagoas, até que ponto a acção humana foi determinante para chegarem ao ponto em que hoje se encontram?Mas a acção do homem continua a ter impacto nestas lagoas - e não se trata só da acção das comunidades locais. No actual contexto do aquecimento da temperatura global e do consequente aumento do nível do mar, estará fora de questão a possibilidade da lagoa da Pederneira voltar a ser formada?


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É livre a reprodução para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados.
Citar como: Quico, Célia (2008) “Lagoa da Pederneira: como desapareceu um dos principais portos Portugueses do período áureo dos Descobrimentos?”. Disponível em <http://nazare-portugal.blogspot.com/2008/06/lagoa-da-pederneira-como-desapareceu-um.html
> acedido em (data).
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Notas:
(1) Guardado da Silva, Carlos & Gomes Barbosa, Pedro (2005) “A Lagoa da Pederneira nos períodos romano e medieval”, colóquio “Lagoa da Pederneira: Geologia e História”, Câmara Municipal da Nazaré. Resumo offline.
(2) Blot, M.L. Pinheiro (2002) Os portos na origem dos centros urbanos. Contributo para a arqueologia das cidades marítimas e fluvio-marítimas em Portugal. Lisboa, Instituto Português de Arqueologia, Trabalhos de Arqueologia, 28: 225-231. Disponível online em (consultado a 2006-12-12):
http://www.ipa.min-cultura.pt/pubs/TA/folder/28
(3) Dinis, Jorge (2005) “O Vale da Lagoa da Pederneira: Condicionantes Geológicas e Evolução do Diapiro das Caldas da Rainha”, colóquio “Lagoa da Pederneira: Geologia e História”, Câmara Municipal da Nazaré. 
(4) Henriques, Maria Virgínia (2005) “Da Lagoa da Pederneira à Planície Aluvial da Nazaré - Evolução histórico-geográfica”, colóquio “Lagoa da Pederneira: Geologia e História”, Câmara Municipal da Nazaré. Resumo offline.
(5) Blot, M.L. Pinheiro (2002) Os portos na origem dos centros urbanos. Contributo para a arqueologia das cidades marítimas e fluvio-marítimas em Portugal. Lisboa, Instituto Português de Arqueologia, Trabalhos de Arqueologia, 28: 225-231.


Fontes/ Bibliografia Científica:
Blot, M.L. Pinheiro (2002: Os portos na origem dos centros urbanos. Contributo para a arqueologia das cidades marítimas e fluvio-marítimas em Portugal. Lisboa, Instituto Português de Arqueologia, Trabalhos de Arqueologia, 28: 225-231. Disponível online em (consultado a 2006-12-12):
http://www.ipa.min-cultura.pt/pubs/TA/folder/28
Dinis, Jorge & Costa, Pedro (2003) “Holocenic infill of the Caldas da Rainha tectonic valley. Anthropological impacts and the fast evolution of three coastal lagoons”, Rapid and catastrophic environmental changes in the Holocene and human response, first joint meeting of IGCP 490 and ICSU Environmental catastrophes in Mauritania, the desert and the coast, January 4-18, 2004, Atar, MauritaniaDisponível online em:
http://atlas-conferences.com/cgi-bin/abstract/camu-07
Dinis, Jorge; Henriques, Virginia; Freitas, Maria Conceição & Andrade, César (2005) “The holocenic evolution of the Óbidos, Alfeizerão and Pederneira lagoons (western Portugal). Natural and anthropic forcing”, Conferece proceedings Iberian Coastal Holocene Paleoenvironmental Evolution, Lisboa, Portugal, 24-29 July 2005.
Dinis, Jorge (2006) “O Vale da Lagoa da Pederneira: Condicionantes Geológicas e Evolução do Diapiro das Caldas da Rainha”, colóquio “Lagoa da Pederneira: Geologia e História”, Câmara Municipal da Nazaré.

Freitas, Maria da Conceição (2006) “A Lagoa da Pederneira no contexto da evolução Holocénica do Litoral Centro”, colóquio “Lagoa da Pederneira: Geologia e História”, Câmara Municipal da Nazaré.
Guardado da Silva, Carlos & Gomes Barbosa, Pedro “A Lagoa da Pederneira nos períodos romano e medieval”, colóquio “Lagoa da Pederneira: Geologia e História”, Câmara Municipal da Nazaré.
Henriques, Maria Virgínia (2006) “Da Lagoa da Pederneira à Planície Aluvial da Nazaré - Evolução histórico-geográfica”, colóquio “Lagoa da Pederneira: Geologia e História”, Câmara Municipal da Nazaré.